segunda-feira , 20 novembro 2017
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Neocruzeirense suspeito de assassinar três brasileiras em Portugal é indiciado pela PF

Se condenado, Dinai Alves Gomes, natural de Novo Cruzeiro, no Vale do Mucuri, pode pegar mais de 100 anos de prisão.

A Polícia Federal apontou o mineiro Dinai Alves Gomes como autor do assassinato de três brasileiras que viviam em Portugal. Em agosto último, autoridades lusitanas encontraram o corpo das irmãs Michelle Santana Ferreira e Lidiana Neves Santana, de 28 e 16 anos, respectivamente; e da Thayane Mendes Dias, de 21 anos, escondidos dentro de uma fossa séptica de um hotel para cães e gatos — local em que o principal suspeito e namorado de uma das vítimas trabalhava.

Indiciado por triplo homicídio qualificado e pelos crimes de roubo, invasão de dispositivos informáticos e ocultamento de cadáveres, Gomes pode ser condenado a mais de 100 anos de prisão em regime fechado. Desde setembro, ele estava detido provisoriamente. Após a conclusão do inquérito, teve a prisão temporária convertida em preventiva.

Corpos das brasileiras foram escondidos dentro de uma fossa séptica (Reprodução/Facebook)

Crime

Michelle Santana Ferreira, de 28 anos, morava em Cascais, distrito de Lisboa, há oito anos. Dias antes de desaparecer, ela teria revelado ao namorado — apontado como autor dos crimes — que estava grávida. A irmã Lidiana Neves Santana, de 16 anos, e a amiga Thayane Mendes Dias, de 21 anos, que moravam com Michelle também foram dadas como desaparecidas.

Após o desaparecimento das jovens, em abril de 2016, Dinai Alves Gomes — com quem Michelle mantinha um relacionamento — teria retornado ao Brasil sem dar satisfações aos patrões do local onde trabalhava. Nesse período, as três meninas tiveram os perfis nas redes sociais excluídos e deixaram de dar notícias aos familiares.

À época, Diani chegou a informar à mãe de Michelle que as meninas teriam se mudado para Londres. No entanto, os familiares das garotas suspeitaram quando a Interpol confirmou não haver registro de saída delas do país. Desesperada, a mãe passou a receber doações para ir a Portugal acompanhar as investigações sobre o paradeiro das meninas, junto às autoridades locais.

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